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O Cordel do Benedito nasceu lá em 2012. Eu, Cadu Souza, participei de uma disciplina da Profª Drª Regina Machado

no curso de mestrado em Artes Plásticas na USP como aluno ouvinte ou o famoso "inxerido". Dentro das aulas, conduzido pela mestra Regina, fui mergulhando pra dentro de mim mesmo buscando minhas histórias, minhas cores,

meus sentidos. Lá, nessa fonte de tantas narrativas estava o palhaço Benedito Fri Fri.

Benedito é mais que um personagem. Ele é o resumo de tudo o que ouvi, vi, criei, brinquei e senti na minha infância. Ele

é o subir em árvores, roubar manga no pomar da igreja, o deitar na enxurrada durante a chuva...mas Benedito é, principalmente, minha imaginação. E como imaginei! Naquele mundo descalço, de bermuda, sem camiseta e com os joelhos ralados onde tecnologia era, no máximo, um rádio gravador com fita cassete, imaginei sem parar: em cima da

bicicleta, nos matagais que ainda cercavam minha casa, na escola e nos livros. Ah, sim, os livros...suas histórias me

inundavam. Um deles me fez viajar: A Ilha Perdida, de Maria José Dupré. Experimentei com esse livro muitas sensações e, com certeza, ele foi um dos grandes responsáveis por formar aquela fonte de onde nasceu Benedito.

Desse tempo até agora eu cresci...mas Benedito não! Ainda bem!

Em 2013, Benedito me chamou pra brincar de teatro. Apesar de eu já brincar disso

desde 1992, embarquei na empolgação dele. E a nossa primeira brincadeira/peça de teatro se chamou "Clownpiras - Um causo para Chico Mineiro". Nessa, a gente brincou de contar a história do Chico Mineiro, personagem da música de Tonico e Tinoco em um texto que eu e Benedito escrevemos juntos. Daí chamamos dois amiguinhos: Palhaço Joel (Marcelo Cozza) e Palhaço Olegário (Leonardo Santiago) que juntos levaram essa brincadeira por vários cantos, se divertindo com crianças, jovens, adultos e idosos.

Ainda em 2013, Benedito se apaixonou pela literatura de cordel por causa de um curso que fez lá na Confraria da Paixão. A paixão foi tanta que passou a escrever, falar e pensar em versos. Decidiu então que dali pra frente queria colocar cordel nas brincadeiras e fundou

o Cordel do Benedito. Hoje seus espetáculos, contações de histórias e intervenções poéticas tem a métrica e as rimas de seu pensamento. Falam sobre o Brasil, o povo simples do sítio e da cidade, os bichos, os riachos e, claro, sobre a imaginação. Todas elas tem cheirinho de pão caseiro no forno de barro e gostinho de cana chupada ali mesmo no canavial.

Hoje, o Cordel do Benedito é formado por:

 

Benedito Fri Fri (Cadu Souza), Rabiola (Juh Vieira), Maria Caró (Maria Carolina) e Mestre Magnólio (Magno Camilo)

 

Juntos, em trio ou duplinhas, esses quatro caipiras trazem nos versos e na musicalidade um pouco das coisas e das gentes simples do Brasil. Clica lá no menu ESPETÁCULOS pra vocês verem!!!

clownpiras
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